sábado, 26 de abril de 2008

Maria José volta à escola

As filhas de Esther só estudaram as primeiras séries. Como e por que continuar os estudos? As escolas eram poucas e longe. Além disso, mulher não precisava estudar, mas aprender costurar, cozinhar, arrumar casa... Tudo para garantir um bom marido.

E assim aconteceu com elas. Mas como a falta de modéstia estava no DNA da família, mãe e filhas se achavam doutoras no assunto “formação doméstica”. Curiosamente, a única a cursar uma faculdade foi Rosilda que entrou na casa para trabalhar e, com o tempo, se tornou membro da família, a irmã do coração.

Conto tudo isso para lembrar a confusão ocorrida quando, nos anos 80, Maria José resolveu voltar à escola e terminar o ginásio. “Endoideceu”, anunciaram todos, inclusive Esther, ainda viva naquela época.

Nem comentaremos aqui a reação do Lacerda, quando viu ameaçada sua rotina familiar, especialmente o almoço quentinho ao sair da loja, o lanche da tarde etc. Ele ficou mais nervoso e insone que de costume e intensificou as corridas, feitas de madrugadas, ao redor da mesa de jantar. Bom, mas isso é outra história...

De fato voltar à escola era uma loucura, especialmente considerando que Maria José tinha cinco filhos para cuidar: o Kleber e a Kátia já ficando mocinhos, o Kássio e a Kênia dando um trabalhão danado (especialmente para estudar!) e a Karla... Imaginem só: a Karla ia ser colega de sala da própria mãe. Que mico (desconfio que essa palavra nem era usada na época...)!

Nada disso abalou a decisão de Maria José, que arrumou sua pasta, comprou um uniforme e, toda falante, voltou a estudar.

Na próxima semana, saibam como terminou essa história... Até lá desfrutem a imagem de Maria José, numa das sessões de aconselhamento que fez com a renomada dra. Elizeth para superar o trauma de sua experiência escolar tardia....

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Pescaria mobiliza primos e agregados



Depois do I Festival dos Biscoiteiros, que reuniu primas e tias em Divinópolis, agora é a vez dos rapazes mostrarem suas habilidades... na pescaria!
Pois é. Desde a última semana intensas reuniões e trocas de mensagens acontecem para organizar o I Festival dos Pescadores da família. E será em grande estilo: no Pantanal.
No comando dos preparativos, um dos maiores experts em Pantanal: Cel. Ângelo Rabelo.

Muitos dos participantes, como o Edson, Edílson e Rogério, tem grande experiência em viagens desse tipo e conhecem muito a região. Outros, são bem intencionados, mas não sabem muito sobre o assunto. É o caso do Marcos: confessou que sua última pesca foi quando o José Maria ainda era Tio Bibi. Na categoria de bem intencionado também está o Euler que sabe cozinhar. O Hermes, como sabem, pode entreter a todos com suas histórias mirabolantes.

Mas ainda há um grande mistério sobre que papéis teriam outros possíveis participantes, como Kleber e Kássio... Não pescam, não cozinham e não têm assunto. Já o Tadeu poderá ser uma surpresa. Se boa ou ruim, ninguém sabe.

Para ajudar nos preparativos, declaramos aberta a temporada dos palpites. E para não sair muita bobagem, segue a foto do barco e, também, as primeiras informações oficiais sobre a viagem, enviada por Ângelo Rabelo.


Por ordem do primo maior, Edson, envio as orientações iniciais da viagem...
Iniciamos o processo de preparação emocional para a pescaria:

Programação:
27 de setembro de 2008: embarque do grupo apartir das 16:00 hs
Dias: 28 – 29 – 30 – 01 – 02: Pesca
03 de outubro: desembarque após café da manhã por volta das 08:00 hs.

Local do embarque: Corumbá (MS). Opções de viagem:
a- Via aérea direto com a TAM que opera junto com a TRIP direto a Corumbá ou por outras companhias, via Campo Grande, adquirindo o trecho de CG-Corumbá pela TRIP.
b- Via terrestre de BH ate CG são cerca de 1.300 km e até Corumbá mais 400 km . Resultado: Chega acabado.

Pacote inclui:
Tour a Bolívia, traslados em Corumbá, 03 refeições diárias + tira gosto.
Iscas vivas : 150 unid. tuviras, 50 unid. de caranguejos por pessoa
Bote com motor e guia de pesca por dupla
Frezzer para armazenagem do pescado
Bebidas: água mineral, cerveja e refrigerante para consumo durante a viagem.
Bebidas destiladas : whisk, pinga, vodka e campari: 03 litros de cada.

Característica da embarcação:
- Convés principal: 03 aptos quádruplos com banheiro e ar condicionado
- Convés superior: 02 aptos quádruplos com banheiro e ar condicionado.
refeitório com ar condicionado, tv, dvd, som , videokê, mesa jogo, banheiro
- cobertura : deck coberto, esteira,churrasqueira,ducha,espreguiçadeira.
- Sistema de comunicação: via rádio, celular e global star.
- Barcos de pesca com motores 25 hp todos equipados com rádio de comunicação.

Obs: favor informar opções sexuais e alergias para dividirmos segundo os desejos e restrições.

Enviaremos mais noticias,

Ângelo, o guia

segunda-feira, 14 de abril de 2008

E o curso foi um sucesso!

Todos satisfeitos com o curso, mesmo aqueles que não se dedicaram às aulas, com certeza aproveitaram bem seus frutos!
E aqui está ele! Aquele feioso, mas ajeitado do Joaquim Ferreira rodeado pelas mulheres! Tuca, como sempre muito dedicada ao maridão, Maria José, Conceição e Vilani.
E esta cena provocou muitos ciúmes na Tuca! Esta é a Lala, namorada do Hiury, pessoa carinhosa e atenciosa que já foi aprovada pela família!
Como não poderia faltar, a mesa de truco com suas trapaças e gritos exaltados! Este foi o momento de descontração de nossas professoras... depois da aula, uma mesa de truco para divertir!

Bem que tentamos fotografar a mesa com todas as quitandas ainda inteiras, mas foi impossível tamanho o sucesso do bolo de fubá, rosca quentinha e macia, biscoito de queijo macio, tarecos... um café fresco e leite! E o curso clama por outras aulas, não pela culinária em si, mas pelo momento que proporcionou, pelas histórias que rendeu e pela saúde que esbanja quando reúne esta família tão peculiar e feliz que somos!

Tecidos em família - diversão e culinária!


E as massas tomam forma! Aqui está nosso delicioso biscoito de queijo! Vilani e Tuca moldando uma das receitas mais tradicionais que, inclusive, já viajou para o exterior para que o Edson pudesse matar a vontade e saudades da culinária da família! E o curso foi realmente um sucesso... A casa cheia, todos com muitas histórias para contar!
E aqui está a milharina, um dos ingredientes que a Bete esqueceu de comprar pela manhã. Ainda bem que conseguiram solucionar a tempo!

Mão na massa! Tuca, Vilani, Tia Conceição, Virgínia, Maria José... Para completar o time das cozinheiras da família só faltou a Tia Tita! Esta foi a foto em homenagem à nossa poetiza e também cantora... ah! Se pudéssemos cantar para ela neste exato momento, a música seria "beijinho doce"!


Um momento sério, aqui as mãos ágeis de Tuca estão ansiosas para dar forma a toda esta massa. Vilani dá os últimos conselhos para que tudo corra bem!

Seria esta a deliciosa rosca? Hum... já estavam todos ansiosos pelo café da tarde!

Tia Conceição se diverte! Nossas quitandas estão ganhando forma e sabor!






Expectativa e muita festa!

E tudo começa a ser moldado... as medidas devidamente colocadas, as massas começando a se formar... Muita expectativa neste momento!
Aluna dedicada e agora também uma internauta: Eloísa, mas Loló para os íntimos... Aqui ela experimenta o ponto da massa que Vilani molda. (Uma observação: ainda bem que permitiram a cervejinha neste curso! Caso contrário nossa dedicada aluna Loló não estaria assim tão dedicada...)
Vilani e Virgínia trocando segredos da receita. Com certeza a Tia Loló estava observando tudo atentamente, veja o copo de cerveja dela aí!
Um momento especial: nossas professoras e aprendizes reunidas! Veja como a Tuca está orgulhosa por receber este curso tão importante (e inédito) em sua casa!
Na família não temos apenas esposas e mães dedicadas, mas também cozinheiras de "mão cheia"! Veja a dedicação da Tia Conceição fazendo um biscoitinho....


Culinária e Tecidos em Família!



E tudo começou... A Eloísa (Loló) até deixou de tomar a cervejinha de sábado para acordar cedinho no domingo e preparar o ambiente. Não poderia faltar a presença da querida Esther, que tanto prazer teve em passar para suas filhas todos os dons e sabores da culinária!

Uma mesa farta, muitos ingredientes... Muita feira foi feita para comprar tanto polvilho, ovos, leite. Tudo comprado e preparado com muito carinho.
Tuca... satisfeita por receber as irmãs e filhas no curso inédito e tão esperado! Culinária e Tecidos em Família em Divinópolis!
Esta é a rua Alumínio em frente a casa da Tuca. O curso de culinária da família foi tão comentado e badalado que todos os lugares foram tomados. A rua estava cheia de carros e pessoas que não paravam de chegar... A Loló teve até que encerrar as inscrições antes da hora tamanha a procura pelos sabores e aprendizados da culinária mineira!
E finalmente a turma chegou... aos poucos e sem timidez foram tomando seus lugares, abrindo seus cadernos de receita (muitos deles estavam na mente, ou no coração...). E a partir daí, tudo virou festa!



sábado, 12 de abril de 2008

Leitores comentam Tecidos em Família



Para este final de semana, reservei a melhor de todas as histórias: os e-mails recebidos comentando Tecidos em Família. É verdade que algumas mensagens vieram por cartas, mas se até a Loló está conectada, ainda há esperanças de que, um dia, todos estarão na rede! Algumas pessoas também telefonaram, entre elas Marilda (irmã de Mauro Portella), sempre com palavras gentis. Assim, compartilho com vocês essa energia muito boa de quem leu e reconheceu, no livro, um pouco de sua história.
Adorei o livro e me fez chorar e rir muito... minha admiração... (Ângelo Rabelo, em 10/04)

Já li o livro e digo que simplesmente adorei as histórias, muitas delas inéditas! Achei lindas as fotos trabalhadas e não posso deixar de confessar algo... até eu, que detesto cozinhar, tive vontade de aventurar-me naquelas receitas tradicionais da família! E tudo ao som das canções divertidas levadas no violão... Ri, emocionei, tive saudades, imaginei uma época que não vivi, conheci intimamente pessoas que já estão no céu.. O livro é aconchegante e interessante ao mesmo tempo. Espero ansiosa pelos próximos! (Fernanda Vieira, em 09/04)

Foi tudo perfeito: o lançamento, o livro, os risos, os choros, a festa... Valeu a pena! Os comentários do livro são os melhores, tanto dos amigos como dos primos. Sucesso total! (Karla Lacerda, por carta, em 08/04)

Continuo lendo o livro e rindo bastante com ele. Como já lhe disse, você foi muito feliz na redação. Achei muito engraçada a história do casamento do Edson... quando eu pensava que a família iria se movimentar toda rumo à Miami, o casamento era em Santos!!! Como pode? e por aí vai... a família é mesmo muito divertida. Outra coisa bacana é a relação dos primos. Também estou com um pouco de inveja!!! (Vânia Queiroz, em 03/04)

Ontem Flávia me ligou contando que havia recebido o livro, e disse: “mãe estou rindo e chorando lendo o livro”. As amigas dela estão admiradas por uma família com tanta coisa boa e ter feito um livro. (Elizabeth Vieira, em 24/03)

Devo confessar que somente ontem finalizei a leitura. Ficou muito bom. Agora, quando quero rir, vou até o livro para ver a placa da tenda dos palpiteiros e a Tia segurando aquela placa, quando da inauguração do rego d'água. Ficou o máximo, isto tudo sem considerar a essência do livro, é lógico. (Hermes Rezende, em 23/03)

Quero lhe cumprimentar pelo livro, chegou hoje em minhas mãos. Não li tudo ainda, mas eu não podia deixar de dar os parabéns. Você alcançou seu objetivo retratando um pouquinho de cada um, eu os conheço bem, a todos, pelos anos em que escuto falar na turma e pelas fotos que vejo também. Confesso a você que me emocionei ao ver as receitas da D. Tuca. Meus filhos cresceram comendo os biscoitos, os tarecos e os doces de leite que ela fazia e mandava, pela minha irmã, para eles todo final de ano. Eles adoravam. (Ana Pupo, irmã de Cássia do Edson, 21/03)

Já li o livro duas vezes e cada vez descubro algo novo. Já emprestei para amigas minhas, elas adoraram! Algumas disseram estar com inveja pelo fato de nossa família ter tantos casos registrados, que não se perderam ao longo do tempo. Valeu mesmo!!! E como foi bom e bonito o lançamento. Acredito que todos gostaram... (Elizabeth Vieira, em 19/03)

Adorei o livro, gostei muito mesmo. Acho que toda família deveria ter alguém para contar as histórias de suas raízes. Isso foi muito importante não só para os filhos da Esther mas também para nós que não a conhecemos saber um pouquinho de como era essa incrível mulher. Tenho uma idéia para o próximo livro: poderia escrever sobre as aventuras que vocês, primos e netos da Esther, passaram juntos. Adoraria saber um pouco mais da juventude de vocês. A união da nossa família é de dar inveja a qualquer um, tenho muita saudade de quando fazíamos o natal com quase todo mundo junto. Você que é mais animada e consegue animar as pessoas devia tentar fazer novamente um natal com toda família aqui em Pitangui. Pense nisso e vamos tentar ficarmos mais unidos. (Marcela Lacerda, filha da Kátia, em 16/03)

Queria muito estar lá com vocês, afinal de contas lançar um livro não é para qualquer um. Ainda mais sendo um livro da nossa família. No domingo mesmo fiquei sabendo como foi suuuuper legal, bonito, divertido, espetacular... Como estavam todos felizes. Até lencinho foi distribuído, porque na mesma hora que riam também choravam. Fico aqui imaginado a cara de todos, de surpresa, felicidade, expectativa, saudade. Deve ter sido muito bom. Cada um pegando o microfone para falar, cada comentário feito, cada piada contada...ah prima deve ter sido bom demais! (Edelweis Assunção, em 12/03)

Ao contrário do que imaginava, estou adorando o livro, alias, estou me embebedando com suas palavras... quanta coisa eu havia esquecido, não sabia, e quantas foram importantes para mim... A Luísa esta lendo junto comigo, ela também está adorando... E descobri que só a nossa família tem um livro assim (digo só comparando com as normais) que sucesso! Como não havia lido quase nada, até o prefácio achei lindo! O agradecimento, a homenagem... São tantas emoções. Obrigada pelo trabalho e por ter acreditado na possibilidade disto acontecer. (Márcia Portella, em 11/03)

Tenho em minhas memórias somente alegrias vividas no meio dos Saldanhas. O tempo, as distâncias, o caminho que cada um escolhe percorrer, afastam as pessoas uma das outras. Entretanto a memória as aproxima novamente. Seu livro fará isso por mim, aproximar-me de que eu gosto. (Hudson Assunção, por carta, em 08/03)


domingo, 6 de abril de 2008

Imagens do lançamento


Risos e lágrimas registrados no dia 08 de março

Feio mas muito ajeitado


Conta a história que o enlace de Tuca e Joaquim Ferreira foi por pura conveniência. Ela estava solteira e já em idade avançada (para a época). Ele, sempre trabalhando, não tinha tempo para procurar namorada. Assim, um parente prestativo falou com a família Saldanha sobre um rapaz disponível, muito bom “só que um pouco feio”. E o encontro foi arranjado e terminou num belo casamento com cinco filhos.


Joaquim Ferreira, ou simplesmente Quim, reconhecia que não era nenhum Marlon Brando. Mas casaria com uma moça linda, de uma família só com gente bonita! Logo ele sentiu que precisava achar um jeito próprio de brilhar.Como já gostava de leitura e também de música, investiu nessas áreas. Tornou-se assíduo leitor do jornal Estado de Minas e determinado estudioso de violão. Desse jeito Quim conquistou a admiração de toda a família: sempre um bom papo para os que gostavam de discutir política e uma boa modinha para os que preferiam divertir-se. Nunca precisou fazer plástica para melhorar a aparência e, aos olhos de todos, tornou-se um feio muito bonito.


Mas hoje sabemos que o tal parente economizou na descrição dos defeitos. Não mencionou, por exemplo, o fato de Quim Ferreira não gostar de tomar banho. Nem que era muito teimoso, pois ao longo dessas décadas, ele nem tentou gostar de banho. Pior, logo nos primeiros dias de casamento, Tuca descobriu que, embora fosse trabalhador, Quim trocava tudo por uma boa sinuca. E ela, coitada, ficava sozinha na loja enquanto ele tentava encaçapar uma bola.Mas qualidades e defeitos vêm junto quando trazemos alguém para a nossa vida.


A sabedoria, conforme aprendido com Esther Saldanha, é olhar as qualidades e rir dos defeitos. E a cada vez que o marido demorava-se mais na sinuca ou recusava-se a tomar banho, Tuca relevava sua frustação. Ela sabia que, mais tarde, poderia curtir uma boa conversa e, certamente, um ótimo violão.


E foi assim que a família cresceu, sempre rodeada de amigos e parentes: alimentados pelos biscoitos e mingau de fubá da Tuca e pela prosa e música de Joaquim Ferreira.